Nem açúcar, nem afeto. Queremos amor

Certa Vez ouvia Chico Buarque quando, de repente, um verso fez muito sentindo: “com açúcar, com afeto, fiz seu doce predileto. Pra você parar em casa”.  Em outra palavras: não adianta a empresa dar um salário alto (açúcar) e vários benefícios (afeto), muito menos dar o doce predileto (a liberdade que tanto nós Ys queremos), precisamos amar aquilo que fazemos e onde estamos. Nas entrelinhas da música, o eu feminino, que é quem canta, deixa claro que está sendo traída mas que mesmo assim abre seus braços pra o marido. Com nossos empregos também é assim. Não adianta a empresa querer nos agradar, iremos sair e encontrar um outro lugar, um novo amor. Ou amamos o emprego ou não.
Se não estivermos apaixonados, pode ter comida, casa, roupa lavada e até doces gostosos, nada disso irá nos prender em lugar algum. Precisamos sentir que, ao entrar pela porta do trabalho, o ar esteja leve. É preciso amor, senão “trairemos” o nosso trabalho.
Mas Ys, precisamos tomar cuidado para não voltar depois “feito criança, pra chorar” o perdão da empresa.  Eles só irão te abrir os braços se realmente sentirem que podem confiar em você. É como em um relacionamento. Se o laço de confiança acaba, não adianta voltar o namoro. Depois de poucos meses o relacionamento termina de novo.

Para quem não conhece a música Com Açúcar, Com Afeto deixo a versão de Fernanda Takai em seu disco dedicado à Nara Leão, para quem o Chico Buarque escreveu a música.

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