Defasagem do preço dos fretes no transporte rodoviário de cargas

Defasagem do preço dos fretes no transporte rodoviário de cargas


Prática de preços abaixo dos custos e isenção de tarifas essenciais agravam defasagem dos fretes
TRANSPORTE
Defasagem do preço dos fretes no transporte rodoviário de cargas é de 11,95%, aponta estudo
Pesquisa realizada pela Associação Nacional do Transporte de Cargas e Logística (NTC & Logística) aponta que o frete cobrado no transporte rodoviário de carga está defasado em 11,95%. O Sindicato das Empresas de Logística e Transportes de Carga do Estado de Santa Catarina (Setsesc) vem alertando seus associados para os efeitos dessa defasagem e a prática de preços abaixo dos custos. “Exemplos não faltam e podem ser vistos nas estradas”, comenta Osmar Ricardo Labes, presidente do Setsesc. Labes lembrou o estado precário da frota de caminhões em todo o Brasil, o alto índice de acidentes envolvendo veículos de carga por falta de manutenção e a elevada emissão de poluentes.

Apesar do crescimento do PIB brasileiro em cerca de 3%, 2011 ainda foi um ano instável para o transporte rodoviário de carga. A pesquisa da NTC & Logística também mostra que várias empresas transportadoras continuam abrindo mão de componentes tarifários essenciais, como GRIS e Frete-Valor.
Labes alerta que, além da defasagem, o transporte rodoviário de carga vem enfrentando grandes desafios, imposições e restrições como atrair anualmente cerca de 120 mil pessoas para a profissão de motorista e a necessidade da renovação da frota, com idade média de 19 anos; a obrigatoriedade para atender restrições impostas à circulação de caminhões em cidades e rodovias; o cumprimento de novas exigências ambientais, encarecendo o valor dos veículos e do combustível; e, por fim, a diminuição da produtividade dos veículos em função do aumento do trânsito, filas e congestionamentos pontos de carga e descarga.
A orientação do Sindicato aos associados é corrigir essa defasagem, mas o dirigente sindical entende que o percentual médio de 11,95% é apenas o mínimo desejável para equilibrar receitas e despesas.
Matéria publicada em 14/03/2012
Fonte: http://www.noticenter.com.br/

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