Frete sofre com defasagem de quase 13%, diz NTC

Uma sondagem com mais de 300 empresas do setor de transporte rodoviário de cargas em todo país desenvolvida pelo Departamento de Custos Operacionais,
Estudos Técnicos e Econômicos da NTC & Logística (DECOPE) revelou uma diferença de 12,9% entre os fretes praticados no mercado e os custos efetivos da atividade. Embora o número seja menor do que o mesmo período do ano anterior (14,11%), ainda representa um aumento com relação a última pesquisa realizada em agosto de 2015 (10,14%).
O levantamento feito durante o Conselho Nacional de Estudos em Transporte, Custos, Tarifas e Mercado (CONET), ocorrido em São Paulo, no último dia 28, possibilitou também constatar que 75,8% dos entrevistados apresentou queda no desempenho financeiro de 0,1 a 10% no ano passado. Ainda de acordo com a pesquisa, 83,6% dos empresários não recebe fretes em dia e 78% dos entrevistados está pessimista com o ano de 2016, não esperando nenhum crescimento e até diminuição de mercado.
O histórico da defasagem nas últimas pesquisas costuma trazer números maiores no início do ano e uma diminuição ao término desse. A defasagem no frete tem sua origem tanto no acúmulo das defasagens ao longo dos anos quanto na inflação dos insumos que compõem os custos, com o combustível e a mão de obra liderando o ranking. Fora isso, o desconhecimento de todos os custos que devem ser considerados no cálculo também pesa na conta, de acordo com a pesquisa, por exemplo, 68,4% dos transportadores de carga fracionada desconhecem ou não cobram a TRT, Taxa de Restrição de Trânsito.
Com informações da NTC & Logística

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