Evento deve gerar R$ 13,34 bilhões em vendas no comércio eletrônico, segundo a Associação Brasileira de Inteligência Artificial e E-commerce (ABIACOM)
O setor de logística enfrenta alguns picos de demanda durante o ano e a Black Friday é uma delas. O comércio eletrônico brasileiro deve movimentar R$ 13,34 bilhões durante o evento, de acordo com a projeção da Associação Brasileira de Inteligência Artificial e E-commerce (ABIACOM). Dessa forma, os operadores logísticos se preparam para lidar com o aumento expressivo no volume de pedidos.
Embora promissora para o comércio, a data também representa um grande teste de capacidade e resiliência para os OLs. Na visão do CEO da FTLOG Soluções em Logística, Felipe Trigueiro, o segredo para o êxito está no equilíbrio entre velocidade e precisão.
“A Black Friday é o momento em que a logística é colocada à prova. As empresas precisam garantir que o aumento da demanda não comprometa a qualidade da entrega. Isso exige estrutura, planejamento e, principalmente, integração entre tecnologia e pessoas”, afirmou.
Nesse cenário, ele destacou que a ansiedade do cliente é um fator logístico. “Quando ele sabe onde o pedido está e que o prazo será cumprido, a percepção de valor aumenta. A entrega é parte essencial da experiência do cliente”, explicou.
Esse foco no cliente se tornou parte relevante para o sucesso de uma operação logística durante a data. Segundo a “Pesquisa de Intenção de Compra — Black Friday 2025”, 48% dos consumidores desistem da compra quando o frete é elevado e 53% preferem esperar mais para garantir frete grátis.
CROSS-DOCKING NA BLACK FRIDAY
Para a FTLOG, se a empresa quer reduzir estoques, otimizar o tempo e aumentar a capacidade de resposta, o modelo considerado adequado é o cross-docking. Nesse molde, o produto passa rapidamente pelo centro de distribuição e segue direto ao consumidor.
No entanto, para funcionar bem, requer sistemas de informação integrados e fornecedores alinhados. “Cross-docking não é sinônimo de improviso. É uma operação de alta coordenação, onde cada minuto conta e qualquer falha pode gerar atrasos em cadeia”, ressaltou Trigueiro.
Além disso, durante a Black Friday, a FTLOG afirmou que operadores revisam a armazenagem semanas antes da data. Entre outras ações de preparação das empresas logísticas para o evento estão o reforço das equipes, ampliamento de turnos e a implementação de controles adicionais de inventário.
A automação e o monitoramento em tempo real também são aliados para evitar gargalos e reduzir erros de separação e expedição. “As empresas que tratam a Black Friday como um projeto anual — e não como um evento isolado — são as que conseguem entregar resultados consistentes”, complementou o executivo.
Fonte : https://mundologistica.com.br
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